Vivência e formação do estudante médico frente ao parto em maternidade mageense: um aplicativo para humanização do parto e anamnese

Publication year: 2019

Problema:

a humanização do parto no ser humano hoje se impõe na realidade do aprendizado prático em Obstetrícia por parte de estudantes de Medicina. Estes ainda vivenciam o mecanicismo do aprendizado, a despeito da política de humanização no Sistema Único de Saúde brasileiro. Averigua-se que a referida política e seu ensino a médicos de tenra formação ainda se faz incompleta, com implementação prioritária nas grandes capitais. Em concomitância, o ensino prático em hospitais parece não acompanhar a tecnologia pedagógica, ainda que o uso de recursos de tecnologia da informação já se faça presente há tanto tempo nas salas de aula. Acrescentam-se à problemática questões inerentes ao cenário proposto: Magé, cidade da região metropolitana do estado do Rio de Janeiro, onde é desconfortável ainda a estrutura para parturição humanizada de gestantes carentes do Sistema Único de Saúde. A influência negativa na assimilação de conteúdos práticos na disciplina Obstetrícia por estudantes de Medicina pode, por conseguinte, se destacar, impactando na atuação profissional do futuro médico.

Objetivo geral:

captar a percepção dos estudantes de Medicina em relação à parturição vaginal no Sistema Único de Saúde com foco na pedagogicidade e humanização de sua práxis.

Método:

o referencial teórico filosófico teve embasamento em Maurice Merleau-Ponty. Trata-se de estudo qualitativo em que, por meio de entrevista aberta apoiada na fenomenologia com estudantes de Medicina, foi possível analisar sua vivência em relação ao aprendizado do parto humanizado.

Resultados:

a entrevista fenomenológica realizada ilustra a limitação em relação ao conhecimento do que é à humanização por parte dos estudantes de Medicina, que citam a necessidade de infraestrutura local, bem como o posicionamento adequado da parturiente, as bolas de fisioterapia, o banho e a necessidade do acompanhante durante o parto humanizado. Os estudantes avaliam a qualidade de aprendizado do parto normal no referido estabelecimento de saúde como satisfatória, entretanto, identificam a dificuldade de se colocar em prática a humanização diante da alta demanda de atendimentos. Com os dados aqui expostos, após entrevista fenomenológica, subdividiram-se os dados em duas categorias: aprendizado bom ou ruim na maternidade de Piabetá e compreensão ou sua ausência relativa à humanização do parto.

Conclusão:

depreende-se que a melhora do ensino médico prático em Obstetrícia nos hospitais do Sistema Único de Saúde, como o de Piabetá, deve envolver não somente conhecimento teórico, como também a humanização do parto e a compreensão do contexto sociocultural da parturiente. O emprego de tecnologias pedagógicas, sobretudo a partir do uso de aplicativos destinados a smartphones, norteando a anamnese em Obstetrícia, e do manual com instruções acerca do parto humanizado, como produtos deste mestrado, pode adequar o aprendizado médico à celeridade que se impõe na maternidade, em função da sobrecarga de trabalho. O aplicativo criado impacta também no desenvolvimento do raciocínio clínico do estudante médico, como também alerta-o para a importância de uma formação humanizada

Problem:

Humanization of childbirth has composed medical students Obstetrics practical learning. These still experience such a mechanical way of learning, despite the policy of humanization in Brazilian Unified Health System. It is found that this policy and its teaching to physicians of little training is still incomplete, with focus on capitals. Practical teaching simultaneously does not seem to follow pedagogical technology at the hospitals, although the use of computer technology resources has been present for so long in traditional classrooms.

Issues related to the proposed scenario are as follows:

Magé, a city in the metropolitan region of the state of Rio de Janeiro, in which humanizing delivery for Unified Health System has not come up so far. Medical students insufficient Obstetrics practical learning might therefore limit professional performance of a graduated physician.

General Objective:

Studying medical students perception regarding vaginal parturition in Unified Health System hospitals, with emphasis on pedagogy and humanization praxis.

Method:

Philosophical theoretical framework was based on Maurice Merleau-Ponty. It was a qualitative study in which, through open interview based on phenomenology, medical students could expose their ideas in terms of humanizing childbirth learning.

Results:

Phenomenological interview illustrated a narrow view concerning medical students humanization knowledge, pointing the need for local hospital engineering, as well as adequate positioning of the parturient, physiotherapy balls, hot bath as factors linked with humanized delivery. Students regarded vaginal childbirth learning in Magé health facility as satisfactory, however they point out difficulties in practicing humanization due to strenuous work overload. Taking into account the presented data , after a phenomenological interview, the y were classified into two categories: good or unsatisfactory learning levels in Piabetá hospital and comprehension or not relative to childbirth humanization .

Conclusion:

Improvement of practical medical teaching in Obstetrics in hospitals of the Unified Health System, such as in Piabetá, should involve not only theoretical knowledge but also childbirth humanization and the inference of sociocultural history of the parturient. The use of pedagogical technologies, especially through the use of applications for smartphones, directing the obstetrics anamnesis, and the manual containing instructions concerning humanized childbirth, as products of this master's degree, is able to adapt medical learning to imposed competences in such a hospital crowded with pregnant women needing social and health care. Such a software also improve medical student management, as well as emphasizing the importance of a humanized care

Problema:

La humanización del parto en el ser humano hoy se impone en la realidad del aprendizaje práctico en Obstetricia por parte de estudiantes de medicina. Estos todavía vivencian el mecanicismo del aprendizaje, a pesar de la política de humanización en el Sistema Único de Salud brasileño. Se observa que la referida política y su enseñanza a médicos de poca formación aún se hace incompleta, con implementación prioritaria en las grandes capitales. En la concomitancia, la enseñanza práctica en hospitales parece no acompañar la tecnología pedagógica, aunque el uso de recursos de tecnología de la información ya se haga presente durante tanto tiempo en las aulas. Se agregan a la problemática, cuestiones inherentes al escenario propuesto: Magé, ciudad esta de la región metropolitana del estado de Río de Janeiro, donde es mala aún la estructura para la parturición humanizada de gestantes carentes del Sistema Único de Salud. La influencia negativa en la asimilación de los contenidos prácticos en la disciplina obstetricia por estudiantes de medicina pueden por consiguiente, destacarse, impactando en la actuación profesional del futuro médico.

Objetivo General:

captar la percepción de los estudiantes de medicina en relación a la parturición vaginal en el Sistema Único de Salud con foco en la pedagogía y humanización de su praxis.

Método:

El referencial teórico filosófico tuvo basamento en Maurice Merleau-Ponty. Se trata de un estudio cualitativo en el que, por medio de una entrevista abierta apoyada en la fenomenología con estudiantes de medicina, fue posible analizar la vivencia de los mismos en relación al aprendizaje del parto humanizado.

Resultados:

La entrevista fenomenológica realizada ilustra la limitación en relación al conocimiento de lo que es a la humanización por parte de los estudiantes de medicina, que piensan que la necesidad de infraestructura local, tan como el posicionamiento adecuado de la parturienta, las bolas de fisioterapia, el baño y la necesidad del acompañante durante el parto humanizado. Los estudiantes consideran la calidad de aprendizaje del parto buena en esto establecimiento de salud, sin embargo apuntan la dificultad de prácticar la humanización ante la alta demanda de atención. Con los datos aquí expuestos, después de una entrevista fenomenológica, se subdividieron los datos en dos categorías: aprendizaje bueno o mal en la maternidad de Piabetá y comprensión o su ausencia relativa a la humanización del parto.

Conclusión:

Se comprende que la mejora de la enseñanza médica práctica en Obstetricia en los hospitales del Sistema Único de Salud, como el de Piabetá, debe agregar la humanización del parto y la comprensión del contexto sociocultural de la parturienta, además del conocimiento teórico. El empleo de tecnologías pedagógicas, sobre todo a través del uso de softwares destinados a smartphones, orientando la anamnesis en Obstetricia y el manual con instrucciones acerca del parto humanizado, como productos de esto corso de mestrado, podrán adecuar el aprendizaje médico a la celeridad que se impone en la maternidad, en función de la sobrecarga de trabajo. La aplicación creada impacta también en el desarrollo del pensamiento clínico del estudiante médico, como también alertarle sobre la importancia de una formación humanizada