Cuidado em saúde mental: valores, conceitos e filosofias presentes no quotidiano do atendimento

Rev. enferm. UFPI; 6 (2), 2017
Publication year: 2017

Objetivo:

analisar os conceitos, valores e filosofias presentes no quotidiano do cuidado de enfermagem em saúde mental.

Metodologia:

trata-se de um estudo qualitativo descritivo-exploratório, realizado com 30 enfermeiros (as) que atuam na rede de serviços de saúde de um município da Zona da Mata Mineira, tendo sido a coleta de dados realizada através de entrevista semiestruturada e a natureza filosófica e conceitual pautada nos marcos teóricos da microssociologia compreensiva de Michel Maffesoli.

Resultados:

a análise revelou que há a supremacia do modelo biomédico direcionando o cuidado e constituindo o sistema de crenças e valores que imperam na prática. Além disso, mostrou a necessidade de o cuidado englobar as relações e os vínculos construídos através da vivência das banalidades e das pequenas, mas importantes coisas do dia a dia. Assim, as ações poderão refletir concepções humanísticas de sujeito enquanto ser histórico, social, cultural e subjetivamente construído.

Conclusão:

fazem-se necessárias, bases filosóficas que sejam capazes de considerar o contexto das interações e os aspectos que cercam cada encontro de cuidado. Desta forma, para que se vejam sujeitos em vez de loucos, é necessário “trocar os óculos” e buscar o humano, colocando-o como centro do processo de cuidado.

Objective:

to analyze thephilosophy and thevalues and concepts of expanded vision of clinical professionals in the light of the theoretical and philosophical understanding of microsociology proposed by Michel Maffesoli.

Methodogy:

this is an exploratory, descriptive qualitative study, conducted with 30 nurses who work in the health services network of a city in the Zona da Mata Mineira, the data collection was performed through semi-structured interview and the theoretical and philosophical research was used in a comprehensive microsociology of the Michel Mafessoli.

Results:

the analysis revealed that there is the supremacy of the biomedical model directing care and constituting the system of beliefs and values that prevail in practice. In addition, it showed the need for care to encompass relationships and ties built through the experience of banalities and thesmall, but important, everydaythings. Thus, actions may reflect humanistic conceptions of the subject as a historical, social, cultural and subjectively constructed being.

Conclusion:

it was necessary to consolidate, philosophical underpinnings that givesupport to make this post-modern perspective to be able to consider the context of interactions and aspects and that care about each encounter. Thus, to see where subjects are seen just crazy, it is necessary "to change theglasses" and look for the humanplacing it as the center of the care process.