Av. enferm; 41 (3), 2023
Publication year: 2023
Introducción:
la enfermedad de Parkinson (EP) es un trastorno neurovegetativo frecuente que compromete la funcionalidad motora y genera dependencia progresiva para las actividades diarias.
Objetivo:
identificar la capacidad de afrontamiento y adaptación al rol de cuidadores familiares de personas con EP.
Materiales y métodos:
estudio descriptivo cuantitativo transversal con una muestra representativa de 50 cuidadores familiares de personas con EP. Se aplicó una encuesta telefónica con variables de caracterización sociodemográfica y la escala de capacidad de afrontamiento y adaptación de Callista Roy.
Resultados:
predominaron las mujeres cuidadoras (78 %), el grupo entre 50-59 años (38 %) y la formación universitaria (46 %). Los participantes, de manera general, mostraron capacidad de afrontamiento media con adaptación compensatoria (58 %), seguida de capacidad de afrontamiento alta con adaptación integrada (36 %). Los factores de afrontamiento más comprometidos fueron F2:
reacciones físicas y enfocadas y F5: conocer y relacionar.
Conclusiones:
los cuidadores familiares de personas con EP registraron buena capacidad de afrontamiento y adaptación. Sin embargo, esta puede ser mejorada por medio del fortalecimiento de la educación sobre la enfermedad y la habilidad para responder a estímulos focales inmediatos. Con el fin de promover la adaptación, se sugiere
conocer y comprender que el binomio “cuidador familiar-persona con EP” se constituye como un sistema adaptativo en interacción simbiótica con su entorno.
Introduction:
Parkinson’s disease (PD) is a common neurovegetative disorder that compromises motor functionality and generates progressive dependency for daily activities. Objective:
To identify the ability to cope with and adapt to the role of caregiver among family members of people with PD.
Methodology:
A cross-sectional quantitative descriptive study was conducted with a representative sample of 50 family caregivers of individuals with PD. A telephone survey with sociodemographic characterization variables and Callista Roy’s Coping and Adaptation Scale was administered.
Results:
Female caregivers (78%), the age group 50-59 (38%), and university education (46%) were predominant among participants. These showed a medium coping capacity with compensatory adaptation (58%), followed by high coping capacity with integrated adaptation (36%). The most influential coping factors were F2:
Physical and focused reactions and F5: Knowing and relating.
Conclusions:
Caregivers who were family members of people with PD exhibited good coping and adaptation skills. However, these can be further improved by strengthening education about the disease and enhancing the ability to respond to immediate focal stimuli. To promote adaptation, it is suggested to recognize and understand that the “family caregiver-person with PD” binomial constitutes an adaptive system in symbiotic interaction with the environment.
Introdução:
a doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurovegetativo muito comum, que compromete a funcionalidade motora e gera dependência progressiva para as atividades diárias.
Objetivo:
identificar a capacidade de enfrentamento e adaptação ao papel de cuidador familiar de pessoa com DP.
Materiais e método:
foi realizado um estudo descritivo quantitativo transversal com amostra representativa de 50 cuidadores familiares de pessoas com DP. Foram aplicadas entrevista telefônica com variáveis de caracterização sociodemográfica e escala de medição do processo de enfrentamento e adaptação de Callista Roy.
Resultados:
predominaram cuidadores do sexo feminino (78%), grupo entre 50 e 59 anos (38%) e escolaridade universitária (46%). Os participantes, em geral, apresentaram capacidade de enfrentamento média com adaptação compensatória (58%), seguida de alta capacidade de enfrentamento, com adaptação integrada (36%). Os fatores de enfrentamento mais envolvidos foram F2:
reações físicas e focadas, e F5: conhecer-se e relacionar-se.
Conclusões:
os cuidadores familiares de pessoas com DP registraram boas habilidades de enfrentamento e adaptação; contudo, isso pode ser melhorado através do fortalecimento da educação sobre a doença e da habilidade para responder a estímulos focais imediatos. Para promover a adaptação, sugere-se conhecer e compreender que o binômio “cuidador familiar-pessoa com DP” se constitui como um sistema adaptativo em interação simbiótica com seu ambiente.