Pertubações do sono: um estudo em crianças de idade pré-escolar

Publication year: 2017

Enquadramento:

O sono tem um papel determinante no desenvolvimento infantil e quando é perturbado assume um impacto social importante, repercussões negativas, estando associado a um conjunto complexo de fatores.

Objetivos:

Caracterizar as perturbações do sono, estimar a sua prevalência e analisar a influência das variáveis independentes.

Métodos:

Estudo quantitativo, descritivo correlacional e analítico, desenvolvido numa amostra não probabilística por conveniência de 642 crianças (51,7% do sexo feminino e 48,3% do masculino) em idade pré-escolar, entre os três e os seis anos ( =4,55±0,93dp).

O instrumento de recolha de dados inclui:

questionário de caracterização sociodemográfica e dados da criança, Escala de Coesão e Adaptabilidade Familiar e Questionário de Hábitos de Sono das Crianças.

Resultados:

Apurámos que 82,4% das crianças apresenta perturbação do sono: 43,3% do sexo feminino e 39,1% do masculino; sendo que, 45,0% tem idades cinco e seis anos.

As perturbação do sono estão associadas:

à idade da criança, ao rendimento familiar, ao número de filhos, à dimensão familiar, ao cuidador habitual, à existência de problemas de saúde, à transição da criança para o quarto, à hora de acordar e de dormir ao fim de semana, à prática de atividade física, ao tempo total sono diário, à coesão familiar e ao índice de aglomeração.

Conclusão:

Os Pais têm dificuldade em detetar a de perturbação do sono pelo que, o rastreio das perturbações do sono deve ser implementado de forma estruturada e consistente nas consultas de saúde infantil, de modo a encontrar alterações do sono o mais precocemente possível e assim intervir minimizando o impacto negativo.

Background:

Sleep has a determining role in child development and when it is disturbed it has an important social impact, negative repercussions and is associated to a complex set of factors.

Objectives:

Characterize sleep disorders, estimate their prevalence and analyze independent variables’ influence.

Methods:

Quantitative, descriptive, correlational and analytical study developed in a non-probabilistic convenience sample of 642 children (51,7% females and 48,3% males) at pre-school age, between three and six years ( =4,55±0,93dp). The data-gathering instrument includes: socio-demographic characterization and child data questionnaire, Family Cohesion and Adaptability Scale and Children's Sleep Habits Questionnaire.

Results:

We found that 82,4% of the children had sleep disorders: 43,3% were female and 39,1% were male; and 45,0% are aged between five and six years. Sleep disorders’ are associated with: child’s age, family income, number of children, family size, habitual caregiver, health problem’s existence, child’s transition to room, waking and sleeping time, physical activity practice, daily total sleep time, family cohesion and agglomeration index.

Conclusion:

Parents have difficulty detecting sleep disturbance, so that sleep disorders screening should be implemented in a structured and consistent way in children health care, in order to find sleep disorders as early as possible and thus intervene minimizing the negative impact.