Avaliação da qualidade do sono nos utentes adultos, idosos: implicações no processo de reabilitação

Publication year: 2012

Introdução:

O sono é um bem precioso, indispensável a um bom equilíbrio. Portanto constitui-se como um estado de recuperação de energia física e mental que é crucial para todas as pessoas, nas variadas faixas etárias, em particular nos idosos, onde o próprio processo de envelhecimento ocasiona modificações tanto na quantidade como a qualidade do sono, as quais afetam mais de metade dos idosos acima dos 65 anos. Os fatores que interferem no padrão do sono são múltiplos. Com a hospitalização todo este processo se agrava, com repercussões negativas no processo terapêutico em geral e na reabilitação em particular.

Objetivos:

Avaliar a qualidade do sono dos utentes adultos/idosos e verificar a sua associação com as variáveis sociodemográficas, clínicas, de perceção de determinantes do sono e fadiga crónica.

Metodologia:

Trata-se de um estudo transversal, descritivo e correlacional, do tipo quantitativo. Para o efeito foi aplicado um formulário a 60 utentes, internados, constituído por um formulário sociodemográfico, uma Escala de Fadiga Crónica e o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburg (IQSP).

Resultados:

A nossa amostra é maioritariamente constituída por utentes do sexo masculino, casados, na faixa etária acima dos 75 anos, a viverem com a família em meio rural e maioritariamente analfabetos. Todos os participantes realizam programa de reabilitação no período da manhã, por um período médio de 16 a 30 minutos e apenas algumas vezes se sentem aptos para o concretizar. A maioria (55,00%) sente-se mais ativo no período noturno, dorme em média 6,9 horas, acorda muitas vezes mais cedo do que o pretendido e (36,70%) sente que precisa de dormir muito mais do que normalmente dorme. A fadiga crónica está presente na grande maioria dos inquiridos.

Conclusões:

A grande maioria dos participantes (96,70%) apresenta má qualidade de sono, estando esta associada aos utentes com mais idade, em mulheres, nos viúvos solteiros e divorciados, com o 1º ciclo de estudos e naqueles que tem índices mais elevados de fadiga crónica. A residência, coabitação, aptidão e tempo para os programas de reabilitação revelaram-se independentes da qualidade do sono nestes participantes. Palavras-chave: Sono; Qualidade do sono dos utentes; Idosos; Enfermagem de Reabilitaçãosociodemográficas, clínicas, de perceção de determinantes do sono e fadiga crónica.

Metodologia:

Trata-se de um estudo transversal, descritivo e correlacional, do tipo quantitativo. Para o efeito foi aplicado um formulário a 60 utentes, internados, constituído por um formulário sociodemográfico, uma Escala de Fadiga Crónica e o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburg (IQSP).

Resultados:

A nossa amostra é maioritariamente constituída por utentes do sexo masculino, casados, na faixa etária acima dos 75 anos, a viverem com a família em meio rural e maioritariamente analfabetos. Todos os participantes realizam programa de reabilitação no período da manhã, por um período médio de 16 a 30 minutos e apenas algumas vezes se sentem aptos para o concretizar. A maioria (55,00%) sente-se mais ativo no período noturno, dorme em média 6,9 horas, acorda muitas vezes mais cedo do que o pretendido e (36,70%) sente que precisa de dormir muito mais do que normalmente dorme. A fadiga crónica está presente na grande maioria dos inquiridos.

Conclusões:

A grande maioria dos participantes (96,70%) apresenta má qualidade de sono, estando esta associada aos utentes com mais idade, em mulheres, nos viúvos solteiros e divorciados, com o 1º ciclo de estudos e naqueles que tem índices mais elevados de fadiga crónica. A residência, coabitação, aptidão e tempo para os programas de reabilitação revelaram-se independentes da qualidade do sono nestes participantes.

ABSTRACT Introduction:

Sleep is a precious gift, essential to a proper balance. So it’s essential for the physical recovery and mental energy that is crucial in the life of all people, of different age groups, mainly in the elderly, where the aging process itself causes changes in both the quantity and quality of sleep. This changes affect more than half of elderly over 65 years. There are several factors that interfere with sleep patterns. With hospitalization this process worsens, with negative repercussions on the therapeutic process in general and rehabilitation in particular.

Objectives:

To evaluate the quality of sleep of adults/seniors and verify its association with sociodemographic, clinical, determinants of perception of sleep, and chronic fatigue variables.

Methodology:

This was a cross-sectional, descriptive, correlational, and quantitative study. For this purpose a form was applied to 60 users, hospitalized, consisting of a sociodemographic form, a Chronic Fatigue scale and Sleep Quality Index Pittsburg (PSQI).

Results:

Our sample is mainly composed of male users, married, aged above 75 years, living with his family in the rural and mostly illiterate. All participants perform rehabilitation program in the morning, for an average 16-30 minutes and only sometimes they feel able to accomplish this program. The majority (55.00%) feel more active at night, sleep on average 6.9 hours, often waking up earlier than intended and (36.70%) feel they need more sleep than normally sleeps. Chronic fatigue is present in the vast majority of the subjects.

Conclusions:

The majority of participants (96.70%) had poor sleep quality, this being associated with older users, women, the widowed and divorced singles, with poorly study degrees and those who have higher rates of chronicle fatigue. The residence, cohabitation, time for fitness and rehabilitation programs proven to be independent of sleep quality in these participants.