Sentindo-se responsabilizada: a decisão da mulher sobre o uso de métodos contraceptivos e aborto inseguro
Feeling responsible: women's decision on contraceptive use and unsafe abortion
Sentirse responsable: la decisión de la mujer sobre el uso de anticonceptivos y el aborto inseguro

Publication year: 2020

Trata-se de uma pesquisa descritiva, interpretativa, com abordagem qualitativa, utilizou-se da Grounded Theory, na perspectiva do Interacionismo Simbólico. Os objetivos do estudo foram identificar os significados de métodos contraceptivos e de prevenção de aborto inseguro atribuído por mulheres, e analisar a interação social de mulheres com o uso de métodos contraceptivos como estratégia de prevenção do aborto inseguro, a partir dos significados por elas atribuídos. O estudo foi realizado em uma primeira fase através de diários eletrônicos e posteriormente com o desenvolvimento de grupos focais presenciais. Participaram 23 mulheres na faixa etária de 18 a 29 anos, subdivididas em três grupos amostrais. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, sob o parecer n° 3.450.251. A coleta e análise dos dados aconteceram no período de agosto a dezembro de 2019. Da análise comparativa constante dos dados emergiram três categorias que, em sua articulação, levaram à identificação da categoria central que norteia o modelo teórico explicativo como sendo: Sentindo-se responsabilizada: a decisão de submeter-se ao uso de métodos contraceptivos e aborto inseguro. Evidenciou-se que ao darem sentido aos métodos contraceptivos e a prevenção de aborto inseguro, as mulheres mostram que se sentem responsabilizadas, contudo, não possuem acesso à informação sobre os métodos contraceptivos, aceitando, assim, os métodos oferecidos pelos profissionais de saúde. Nesse sentido, elas também se sentem responsabilizadas pela prática do aborto inseguro, decorrente de uma gestação indesejada devido à falha e/ou não acesso aos métodos contraceptivos. Com isso, conclui-se que é necessário garantir às mulheres informações e tecnologias para o exercício de suas escolhas reprodutivas, além de envolver o homem no processo reprodutivo e reduzir as desigualdades de gênero para, assim, minimizar a culpa e responsabilização imposta às mulheres.
This is a descriptive, interpretative research with a qualitative approach, using Grounded Theory, in the perspective of Symbolic Interactionism. The objectives of the study were to identify the meanings of contraceptive methods and the prevention of unsafe abortion attributed by women, and to analyze the social interaction of women with the use of contraceptive methods as a strategy for the prevention of unsafe abortion, based on the meanings attributed by them. The study was carried out in a first phase through electronic diaries and later with the development of face-to-face focus groups. 23 women participated in the age group from 18 to 29 years old, subdivided into three sample groups. Project approved by the Research Ethics Committee of the State University of Rio de Janeiro, under opinion No. 3,450,251. Data collection and analysis took place from August to December 2019. From the comparative analysis of the data, three categories emerged that, in their articulation, led to the identification of the central category that guides the explanatory theoretical model as being: Feeling responsible: the decision to submit to the use of contraceptive methods and unsafe abortion. It was evidenced that by giving meaning to contraceptive methods and the prevention of unsafe abortion, women show that they feel responsible, however, they do not have access to information about contraceptive methods, thus accepting the methods offered by health professionals. In this sense, they also feel responsible for the practice of unsafe abortion, resulting from an unwanted pregnancy due to failure and / or non-access to contraceptive methods. Thus, it is concluded that it is necessary to guarantee women information and technologies for the exercise of their reproductive choices, in addition to involving men in the reproductive process and reducing gender inequalities, thus minimizing guilt and accountability imposed on women.
Una investigación descriptiva, interpretativa, con un enfoque cualitativo, utilizando la teoría fundamentada, en la perspectiva del interaccionismo simbólico. Los objetivos del estudio fueron identificar los significados de los métodos anticonceptivos y la prevención del aborto inseguro atribuido por las mujeres, y analizar la interacción social de las mujeres con el uso de métodos anticonceptivos como estrategia para la prevención del aborto inseguro, en base a los significados atribuidos por ellas. El estudio se llevó a cabo en una primera fase a través de diarios electrónicos y luego con el desarrollo de grupos focales cara a cara. 23 mujeres participaron en el grupo de edad de 18 a 29 años, subdividido en tres grupos de muestra. Proyecto aprobado por el Comité de Ética en Investigación de la Universidad Estatal de Río de Janeiro, bajo la opinión No. 3,450,251. La recopilación y el análisis de datos tuvieron lugar de agosto a diciembre de 2019. Del análisis comparativo de los datos, surgieron tres categorías que, en su articulación, condujeron a la identificación de la categoría central que guía el modelo teórico explicativo como: Sentirse responsable: la decisión de someterse al uso de métodos anticonceptivos y aborto inseguro. Se evidenció que al dar sentido a los métodos anticonceptivos y la prevención del aborto inseguro, las mujeres muestran que se sienten responsables, sin embargo, no tienen acceso a la información sobre los métodos anticonceptivos, por lo que aceptan los métodos ofrecidos por los profesionales de la salud. En este sentido, también se sienten responsables de la práctica del aborto inseguro, como resultado de un embarazo no deseado debido al fracaso y / o la falta de acceso a métodos anticonceptivos. Por lo tanto, se concluye que es necesario garantizar la información y las tecnologías de las mujeres para el ejercicio de sus elecciones reproductivas, además de involucrar a los hombres en el proceso reproductivo y reducir las desigualdades de género, minimizando así la culpa y la responsabilidad impuestas a las mujeres.